Notebooks ultrafinos sacrificam portas em nome do design
A busca por aparelhos cada vez mais leves cobra o preço da conectividade. Usuários reclamam da dependência de adaptadores.
A busca por aparelhos cada vez mais leves cobra o preço da conectividade. Usuários reclamam da dependência de adaptadores.
A nova geração de notebooks ultrafinos aposta em chassi leve e perfil reduzido, mas paga um preço claro: o corte no número de portas físicas disponíveis para o usuário.
A tendência dos aparelhos minimalistas
Muitos modelos chegam ao mercado com apenas uma ou duas entradas, todas do mesmo padrão. Conectar um monitor externo, um pendrive antigo e o carregador ao mesmo tempo vira um quebra-cabeça.
O incômodo dos adaptadores
A solução empurrada pelos fabricantes é o adaptador, um acessório extra que ocupa espaço na mochila e some na hora errada. Para quem viaja a trabalho, o item virou companheiro obrigatório.
Quem perde e quem ganha
Profissionais criativos e de tecnologia, que conectam muitos periféricos, são os mais prejudicados. Já o usuário casual, que liga pouca coisa, raramente sente falta das portas ausentes.
O que avaliar na compra
Os fabricantes defendem que a maioria do público já migrou para acessórios sem fio e armazenamento em nuvem. O argumento faz sentido para parte do público, mas ignora quem ainda depende de cabos.
Antes de comprar, vale listar quais dispositivos serão conectados no dia a dia. Um aparelho lindo e leve perde a graça se exigir uma sacola de adaptadores para funcionar como antes.
Lucas Ayala
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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