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Polícia deflagra operação contra roubo de medicamentos oncológicos

ResumoA Operação Metástase, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, desarticulou organização criminosa interestadual especializada em roubos de medicamentos oncológicos. A quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano. O esquema compromete o tratamento de pacientes e desorganiza a cadeia de distribuição de insumos hospitalares.

Policiais civis do Rio de Janeiro deflagraram a Operação Metástase contra uma organização criminosa interestadual especializada em roubos de medicamentos oncológicos. A quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano. Veja como o esquema afeta pacientes e a cadeia de saúde.

Patrícia Lemos Patrícia Lemos · Especialista em dados e analytics
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Polícia deflagra operação contra roubo de medicamentos oncológicos
Foto: Imagem ilustrativa · PosUp

Policiais civis do Rio de Janeiro deflagraram a Operação Metástase contra uma organização criminosa interestadual especializada em roubos de medicamentos oncológicos. A quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano. Veja como o esquema afeta pacientes e a cadeia de saúde.

Polícia deflagra operação contra roubo de medicamentos oncológicos: entenda o caso

Policiais civis do Rio de Janeiro deflagraram, nesta terça-feira (21), a Operação Metástase para desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em roubos e distribuição de medicamentos oncológicos e imunossupressores. As investigações revelaram que a quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em apenas um ano e utilizava empresas de fachada para recolocar o material roubado no mercado.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Metástase para desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em roubos de medicamentos oncológicos e imunossupressores. A quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano, usando 25 empresas de fachada para revender os produtos roubados a hospitais públicos e privados.

Como o esquema funcionava

A organização criminosa era dividida em núcleos especializados: o núcleo dos que roubavam; o núcleo logístico-financeiro intermediário; o núcleo logístico-financeiro final; e o núcleo de suporte territorial. As investigações apontaram a participação do grupo em pelo menos 20 crimes semelhantes nos últimos seis meses.

Após os roubos, os medicamentos eram levados para áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), no Complexo da Maré, onde ocorria o transbordo e a redistribuição. A facção criminosa fornecia apoio bélico e proteção ao núcleo de roubadores. Em seguida, um segundo núcleo era responsável pelo armazenamento, fracionamento e envio dos produtos.

Empresas de fachada e "laranjas"

Cerca de 25 empresas de fachada, distribuídas entre Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, integravam a engrenagem financeira da organização. Para esconder a origem dos produtos, os integrantes utilizavam transportadoras, entregadores e "laranjas". Membros do grupo aliciavam funcionários de transportadoras para obter informações sobre rotas e cargas.

Impacto direto na saúde pública

Os medicamentos eram revendidos tanto para hospitais privados quanto, em alguns casos, para instituições públicas de saúde, por meio de processos licitatórios na modalidade de tomada de preços. Ao oferecer valores inferiores aos praticados pelo mercado regular, o grupo conseguia inserir produtos de origem criminosa na cadeia legítima de fornecimento.

"Medicamentos oncológicos e imunossupressores exigem rigoroso controle de temperatura e armazenamento durante todo o transporte. Quando mantidos em condições inadequadas, podem perder a eficácia, sofrer contaminação ou até gerar substâncias nocivas", afirma a polícia.

O volume expressivo das cargas roubadas pode comprometer o abastecimento dos sistemas de saúde, impactando diretamente o tratamento de pacientes oncológicos, transplantados e pessoas com doenças autoimunes.

O que foi feito até agora

Os agentes cumprem dezenas de mandados de busca e apreensão e de prisão contra integrantes e lideranças do grupo. As diligências ocorrem simultaneamente no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, na Baixada Fluminense, além de endereços em São Paulo, Goiás e Pará, com o apoio das unidades policiais de cada estado.

Também foi pedido o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores utilizados pelo bando para ocultar o patrimônio. A polícia identificou o líder da organização criminosa, um homem com longo histórico de envolvimento em roubos de cargas.

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Metástase?

É uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro para desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em roubos de medicamentos oncológicos e imunossupressores.

Quanto a quadrilha movimentou?

Mais de R$ 33 milhões em um ano, entre 2025 e 2026.

Como os medicamentos eram revendidos?

Por meio de 25 empresas de fachada, os produtos eram reinseridos em hospitais privados e públicos via processos licitatórios na modalidade de tomada de preços.

Qual o risco para pacientes?

Medicamentos armazenados sem controle de temperatura podem perder a eficácia, contaminar ou gerar substâncias nocivas, além de comprometer o abastecimento do sistema de saúde.

Quantos crimes o grupo cometeu?

As investigações apontam participação em pelo menos 20 crimes semelhantes nos últimos seis meses.

Onde as prisões estão sendo feitas?

No Complexo da Maré, Baixada Fluminense, São Paulo, Goiás e Pará.

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Patrícia Lemos

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